Preservar para eternizar

Equipe

Preservação-01

Todos os dias a rotina se repete. Ao chegar no importantíssimo e histórico prédio que já abrigou o Hospital Militar da antiga Força Pública de São Paulo, localizado no complexo de quartéis na região da Luz e pertencente a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), Mara Silvana passa por todas as salas e ambientes onde estão acondicionados mais de 12 mil itens que resgatam a história dessa importante Instituição.

São broches, insígnias, capacetes, uniformes completos, dragonas, óculos, quepes, sapatos, botas, macacões de voo, medalhas e mais uma infinidade de peças que compõe o acervo de exposição e reserva técnica do Museu da PMESP que reabriu as suas portas para o público desde o dia 23 de fevereiro.

“Eu checo as condições gerais da sala e esvazio os desumidificadores então eu subo para um espaço onde estão as ferramentas e materiais utilizados no restauro, conservação e acondicionamento do acervo”, explica a especialista.

Mara é concursada civil desde 1991 no cargo de telefonista pelo governo do Estado de São Paulo. Mas ao longo dos anos dedicou-se na realização de diversos cursos que a levaram a trabalhar diretamente na museologia do Museu da PMESP.

“Minha especialidade é criar os suportes onde serão inseridas as peças do acervo. Utilizamos materiais de baixo custo, fáceis de encontrar e que não vão prejudicar ou estragar o acervo”.

Entre eles destacam-se o fio de cobre; mangueira de gasolina; espumas; placas de ethafoam; bisturi; malha tubular usada em gessos ortopédicos; espuma; manta acrílica; escovas em geral; caol; varsol; limpa alumínio, máquina de costura e cera automotiva, por exemplo.

Mas um material em especial não está disponível no mercado – a criatividade de Mara. “Neste macacão de voo eu criei o cabide. Também fiz o preenchimento para que a peça não perca o seu formato com o passar dos anos. No caso deste preenchimento eu fiz o esqueleto com fio de cobre recoberto pela mangueira e usei espumas e outros materiais para dar o volume correto.

Para cada tipo de peça eu tenho que ter um cuidado específico e saber como restaurar, manter e acondicionar. Para as medalhas, por exemplo, eu corto o ethafoam para encaixa-la seguindo o seu formato. Elas são colocadas em caixas individuais acrílicas e depois acondicionadas em pastas, que eu também crio de acordo com a necessidade”, completa orgulhosa.

Sob a diretoria do Coronel PM Galdino Vieira da Silva Neto, o Museu felizmente entra em nova fase. Acompanhe a evolução dos trabalhos, conheça mais histórias e venha nos visitar!